Imposto Seletivo na Reforma Tributária: o que muda para bebidas, cigarros, veículos e outros produtos a partir de 2027

Imposto Seletivo na Reforma Tributária: o que muda para bebidas, cigarros, veículos e outros produtos a partir de 2027

Neste artigo você vai entender:

  • O que é o Imposto Seletivo e qual seu papel dentro da Reforma Tributária
  • Como o Imposto Seletivo vai funcionar na prática
  • Quais produtos e serviços serão tributados
  • Como ficam as regras para veículos poluentes
  • Tributos sobre cigarros e produtos fumígenos
  • Como bebidas alcoólicas e açucaradas serão impactadas
  • Como funcionará a tributação de bens minerais
  • Por que armas e munições ficaram fora do Imposto Seletivo
  • Quando o novo imposto entra em vigor
  • Qual será a alíquota do Imposto Seletivo
  • Se combustíveis serão ou não impactados
  • O que é o princípio da seletividade
  • Como empresas devem se preparar para a Reforma Tributária
  • Como sistemas de emissão fiscal — como os da LSoft — ajudam a manter conformidade no novo modelo tributário

A Reforma Tributária brasileira está reformulando não apenas a forma como as empresas pagam impostos, mas também o modo como determinados produtos serão tributados. Entre as mudanças mais discutidas está o Imposto Seletivo (IS), também conhecido como Imposto do Pecado, voltado a desestimular o consumo de bens que causam danos à saúde ou impactos negativos ao meio ambiente.

Mais do que uma simples taxa adicional, o IS é uma peça central no novo modelo tributário baseado no IVA dual — composto pela CBS (federal) e IBS (estadual e municipal). Por isso, compreender seu funcionamento é essencial para empresas de todos os portes, especialmente em um cenário de transição que envolve novas alíquotas, regras, classificações fiscais e exigências tecnológicas.

Neste conteúdo, você encontrará tudo o que precisa saber sobre o Imposto Seletivo: quem paga, como funciona, quais produtos serão afetados, quando entra em vigor e, principalmente, como preparar sua empresa para esse novo cenário.

O que é o Imposto Seletivo?

O Imposto Seletivo é um tributo federal destinado a taxar produtos prejudiciais à saúde humana ou ao meio ambiente, ampliando sua carga tributária como forma de desencorajar o consumo. Ele substitui parte da arrecadação do IPI e será integrado ao novo modelo tributário nacional.

Entre seus objetivos principais estão:

  • Reduzir o consumo de produtos nocivos;
  • Compensar externalidades ambientais negativas;
  • Financiar parte da transição para o novo IVA;
  • Tornar o sistema tributário mais racional e transparente.

Embora esteja associado a bens como cigarros e bebidas alcoólicas, o IS vai muito além disso — abrangendo veículos poluentes, produtos minerais, loterias e outros setores.

Como o Imposto Seletivo vai funcionar na prática?

O IS terá algumas características próprias, que o diferenciam de outros tributos:

✔ Tributação única

Ele será aplicado uma única vez na cadeia, sem geração ou aproveitamento de créditos tributários.

✔ Administrado pela Receita Federal

Seu processo administrativo seguirá as regras do Decreto nº 70.235/1972.

✔ Não incide sobre exportações

Com exceção de três itens:
– produtos minerais extraídos,
– energia elétrica,
– telecomunicações.

✔ Impacta a base de cálculo do IBS e CBS

Apesar de não ser calculado sobre si mesmo, ele será incluído nas bases de outros tributos do IVA.

✔ Redução de alíquota em casos específicos

Regimes diferenciados — como transporte público — terão redução de 60%.

Quais produtos pagarão Imposto Seletivo?

A lista inicial aprovada pelo Congresso inclui:

1. Veículos automotores

A alíquota será definida com base em critérios como:

  • Eficiência energética
  • Emissão de carbono
  • Reciclabilidade de materiais
  • Potência
  • Tecnologias assistivas
  • Densidade tecnológica

Isentos:

  • Veículos para taxistas
  • Veículos para pessoas com deficiência
  • Veículos leves sustentáveis

2. Embarcações e aeronaves

Tributação baseada em critérios ambientais.

3. Cigarros e produtos fumígenos

Alíquota escalonada entre 2029 e 2033, acompanhando a redução progressiva do ICMS.

4. Bebidas alcoólicas

Modelo híbrido: alíquota específica + alíquota ad valorem.

5. Bebidas açucaradas

Retiradas no Senado, reinseridas pela Câmara; aguardam regulamentação.

6. Bens minerais extraídos

Alíquota máxima de 2,5%; na prática, o texto prevê 0,25% para:

  • petróleo
  • gás natural
  • minério de ferro

Minérios destinados à exportação não serão tributados.

7. Loterias, apostas e fantasy sports

Alíquota definida por legislação específica.

Armas e munições foram excluídas do Imposto Seletivo

Embora tenham constado na proposta original, armas e munições foram retiradas da lista final pela votação no Senado. Assim, permanecem fora da incidência do IS no modelo atual.

O Imposto Seletivo incide sobre combustíveis?

Segundo o secretário Bernard Appy, o IS não incidirá sobre combustíveis.
A carga tributária dos combustíveis será tratada no IBS e na CBS, com diferenciação prevista entre combustíveis fósseis e biocombustíveis.

No caso do petróleo, a incidência máxima do IS será de 0,25%, exclusivamente na extração.

Quando o Imposto Seletivo entra em vigor?

O IS começará a vigorar em 2027, acompanhando o início da transição para o IVA.
O IPI será reduzido gradualmente até sua extinção total em 2033, com exceção de usos estratégicos como na Zona Franca de Manaus, que manterá tratamento diferenciado.

Leia ainda: Reforma Tributária: Como Simplificar a Classificação CBS e IBS com o LSoft Empresarial

Qual será a alíquota do Imposto Seletivo?

A alíquota padrão estimada deve ficar entre 25% e 26,5% em 2033, com redução prevista para cerca de 22% em 2035. Cada categoria, porém, terá regras próprias.

Exemplos de alíquotas previstas:

  • Cigarros: 250%
  • Bebidas alcoólicas: 46% a 62%
  • Refrigerantes: 32%
  • Minério de ferro / petróleo / gás natural: 0,25%
  • Veículos elétricos: carga total pode subir de 30% para até 34%

Essas porcentagens reforçam que o IS não busca apenas arrecadar, mas ajustar comportamentos e redistribuir carga tributária.

Princípio da seletividade: por que alguns pagam mais e outros não?

O princípio da seletividade prevê que itens essenciais devem ter menor tributação, enquanto produtos supérfluos ou prejudiciais devem ter alíquotas maiores.

É uma forma de tornar o sistema tributário mais justo e alinhado à capacidade contributiva do consumidor.

Como preparar sua empresa para o Imposto Seletivo?

Com novas alíquotas, novos fatos geradores e a incorporação do IS às bases do IVA, as empresas precisarão atualizar:

  • Classificação de produtos (NCM)
  • Regras fiscais (IBS, CBS e IS)
  • Processos de emissão de NF-e
  • Controles internos
  • Sistemas ERP e emissões fiscais

Essa complexidade torna indispensável contar com ferramentas tecnológicas adaptadas à Reforma Tributária.

A LSoft tem sistemas de emissão fiscal confiáveis e atualizados em tempo real.

Com a chegada do Imposto Seletivo e do novo modelo IVA, as empresas precisarão de sistemas de emissão fiscal confiáveis e atualizados em tempo real.
A LSoft oferece soluções completas de automação fiscal, garantindo que sua empresa esteja totalmente preparada.

Com a LSoft, você tem:

✔ Emissão de NF-e, CT-e e MDF-e atualizadas para o novo sistema tributário
✔ Motor fiscal inteligente com regras do IS, IBS e CBS
✔ Atualizações automáticas conforme legislação
✔ Validação prévia para evitar rejeições da Sefaz
✔ Integração rápida com qualquer ERP
✔ Classificação fiscal assistida para NCMs sensíveis ao IS

Com um cenário tributário mais complexo, estar preparado é essencial — e a LSoft garante essa segurança.

O Imposto Seletivo é uma das mudanças mais relevantes da Reforma Tributária e afetará diversos setores da economia. Com início em 2027, ele redefine tributação, margens e preços, exigindo que empresas revisem processos e adotem soluções tecnológicas robustas.

Quanto antes sua empresa se adaptar, menores serão os riscos de inconsistências fiscais, rejeições e penalidades.
E com a LSoft, essa transição é simples, segura e totalmente automatizada.

Autor

  • Gerente Comercial da LSoft e formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela UFV, atua há mais de 15 anos em tecnologia e gestão comercial. Ajuda empresas a escolher e implantar sistemas de gestão, conectando processos reais a soluções aplicáveis. Escreve sobre ERP, automação empresarial, documentos fiscais e gestão financeira. Conheça a trajetória completa de Jhonatan Maciel